Engenharia Genetica

quinta-feira, março 16, 2006

Clonagem de embrioes humanos desnecessario...



Cientistas Norte-Americanos conseguiram obter novas células estaminais a partir de células normais da pele, nao sendo necessário produzir ovos ou embriões humanos para tratar cancro, Parkinson e outras doenças.

As células estaminais, ou células-tronco, têm a capacidade de se transformarem em células de qualquer tecido do corpo, oferecendo grande potencial em diversos tipos de tratamento. As células retiradas de embriões com alguns dias de formação são as consideradas mais versáteis. A equipa liderada pelos especialistas em células estaminais, sublinha num artigo, que acreditam ter descoberto um ponto de partida para desenvolver uma técnica que dispense no futuro a utilização de embriões humanos para a produção de células estaminais.

“Em jeito de conclusão, estes achados mostram que as células estaminais de embriões humanos têm a capacidade de reprogramar os cromossomas de células somáticas adultas, após a fusão das células”, explicam os cientistas.

O que os investigadores pretendem agora é perceber como reprogramar uma célula comum. A utilização de embriões humanos neste processo é apenas um passo intermédio de curto prazo, até que seja descoberto como fabricar estas células.

As potencialidades deste estudo são evidentes mas João Lavinha, investigador português afirma já haver “outras fontes para a obtenção de células estaminais que não implicam a clonagem, como sejam os embriões resultantes da reprodução medicamente assistida ou o cordão umbilical, material que geralmente é deitado fora”. No entanto, para este, as técnicas de transferência nuclear têm a resposta para uma série de situações. “Sabemos que quanto mais precocemente na evolução do organismo formos buscar as células estaminais, mais capacidade de diferenciação elas têm. A clonagem faz sentido porque tem as suas aplicações próprias.”·

Ao clonar embriões humanos, os cientistas obtêm células estaminais que podem ser usadas para produzir qualquer tecido do corpo, e utilizadas na cura de doenças diversas. A grande vantagem dos tecidos produzidos desta forma tomando como exemplo os transplantes é que as células levam o DNA do paciente, pelo que o tecido obtido não oferece o perigo de rejeição.