Engenharia Genetica

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Benefícios alegados

Os especialistas das técnicas genéticas actuais enumeram os benefícios que a tecnologia pode ter nas plantas comestíveis. Por exemplo, nas difíceis condições agrícolas dos países em desenvolvimento (também conhecidos como países subdesenvolvidos, ou do Terceiro Mundo). Dizem que, com modificações, as colheitas existentes poderiam prosperar sob as circunstâncias relativamente hostis, fornecendo maiores quantidades de alimento. A ideia do chamado arroz dourado também agrada os peritos, uma variedade geneticamente alterada do arroz, que contém níveis elevados de vitamina A. Existe a esperança que este arroz possa aliviar o défice de vitamina A no Mundo, que contribui para a morte de milhões de pessoas anualmente.
Os peritos afirmam ainda que as colheitas geneticamente projectadas não são significativamente diferentes daquelas modificadas pela Natureza ou pelos seres humanos no passado, e estas que, pela extensão, são tão seguras ou mesmo mais seguras do que o uso de tais métodos. Existe uma transferência de gene entre eucarióticos e procarióticos unicelulares. Até agora ainda não houve catástrofes genéticas resultantes disto.

Efeitos políticos e económicos

Muitos oponentes à engenharia genética actual acreditam que a ascensão do uso de OGM em grandes plantações causou uma poderosa inclinação em agricultura para companhias de biotecnologia, que ganham poder excessivo na produção de comida, e sobre os agricultores que usam os seus produtos também.
Pessoas a favor das técnicas correntes de engenharia genética acreditam que vai diminuir a necessidade de pesticidas e trouxe maior produtividade agrícola para muitos agricultores, incluindo até os dos países em desenvolvimento. Umas licenças de OGM permitem agricultores em países em desenvolvimento poupar sementes para a plantação do ano seguinte.
Em Abril de 2004, Hugo Chavez baniu totalmente o uso de sementes geneticamente modificadas na Venezuela. Em Janeiro de 2005, o governo da Hungria seguiu, e anunciou que bania a importação e plantação de sementes de milho geneticamente modificadas, apesar de terem sido autorizadas pela UE

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quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Chanceler alemão defende pesquisa genética


O chanceler da Alemanha, Gerhard Schroeder, envolveu-se na polémica sobre a engenharia genética ao afirmar que o sector é fundamental para o futuro.
A opinião foi publicada pela revista "Der Spiegel" um dia depois de comentários cautelosos feitos pelo presidente da Alemanha, Johannes Rau.
Segundo Rau, a biotecnologia ameaça trazer de volta as lembranças dos assassinatos em massa e as experiências médicas feitas durante o período do nazismo.
Mas Schroeder disse que a indústria alemã já lidera o sector de biotecnologia – e que ela ajudará a garantir a prosperidade do país no futuro.
O chanceler alemão reconhece o que chamou de limites morais para as pesquisas no sector, mas afirmou que a criação de empregos também é uma obrigação moral.
"Existem limites claros para o futuro uso da engenharia genética. A dignidade humana não pode ser violada", disse Schroeder.
Schroeder também ressaltou que não tem planos de alterar a proibição de pesquisas com embriões humanos, actualmente em vigor no país.
O sector de biotecnologia na Alemanha cresceu 30% no ano passado e cientistas defendem sua utilização para o combate a doenças graves como leucemia e o Mal de Parkinson.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Cientistas britânicos poderão gerar bebé com duas mães

Pesquisadores da Universidade de Newcastle receberam a permissão das "Autoridades de Fertilização Humana e Embriologia do Reino Unido" para criarem um bebé com material genético de duas mães.
A ideia é transferir algumas partes do núcleo de um óvulo fertilizado por um espermatozóide a um outro óvulo, não-fertilizado, de outra mulher.
Dessa forma, o bebé terá seu DNA composto por cromossomas saídos do pai e da mãe. Entretanto, o DNA de suas mitocôndrias (organelos que produzem energia) viria de uma terceira pessoa, a outra doadora do óvulo.
Esse estudo será feito com o propósito de evitar doenças genéticas ligadas ao DNA mitocondrial da mãe original.

Texto: Cassiano Sampaio
Fonte: Redacção Saúde em Movimento