As técnicas de "doping" do futuro

(1) Proteína milagrosa: Como a entrega directa de genes nos músculos é ainda pouco eficaz, utiliza-se um vírus, sem capacidade virulenta, para levar até ao núcleo das células musculares uma versão sintética do Insulin-like Growth Factor 1 (IGF-1) e Mechano Growth Factor (MGM), proteínas que ajudam os músculos a se desenvolverem e a auto-repararem minúsculas lesões. No entanto, o vírus espalha o IGF-1 também por outras células, especialmente sanguíneas.
(2) Oxigenação: Um vírus entrega nas músculos VEGF (Vascular Endothelial Growth Factor) e o FGF (Fibroblast Growth Factor), que aumentam a criação de novos vasos e microvasos sanguíneos. Nos primeiros testes médicos de VEGF registaram-se várias mortes, porque é impossível para já controlar a multiplicação anárquica de vasos ou o risco de cancro, devido à excitação de células que normalmente não se dividem.
(3) Genes artificiais: A médio prazo, poderá ser possível retirar a um atleta determinadas células, injectar-lhes num laboratório um gene artificial, capaz de produzir continuamente eritropoietina ou hormona de crescimento, semelhantes às do próprio corpo, e depois reintroduzi-las nos músculos.
(4) Velociphin e fibras inactivas: As fibras mais rápidas do mundo animal não estão presentes na estrutura muscular humana, mas cientistas descobriram que é possível produzi-las através dos genes inactivos, acordados através de injecções de proteína Velociphin. Só uma biopsia ao músculo manipulado poderá desmascarar o batoteiro.
Fontes: Revista “Sciences et Avenir” e site Peak Performance PÚBLICO

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