Engenharia Genetica

quinta-feira, maio 18, 2006

Vírus modificado faz que as células cancerígenas se consumam a si próprias


Cientistas norte americanos criaram um vírus que infecta as células de um tipo comum do cérebro nos ratinhos e as induz a autofagia, de acordo com o que indica um estudo recentemente divulgado pelo Instituto Nacional do Cancro. Segundo investigadores do Centro Oncológico do Texas, trata-se de um adenovirus modificado que ataca as células malignas e as leva a devorarem-se a si próprias, o que reduz o tamanho do tumor e prolonga a sobrevivência.
Este vírus tem como alvo a telomerase, de uma enzima que se encontra em 80% dos temores cerebrais, afirmou Seiji kondo, professor auxiliar do Departamento de Neurocirurgia daquele centro oncológico. Uma vez que o vírus entra na célula, precisa da telomerase para se multiplicar. O tecido normal do cérebro não tem telomerase e, portanto, o vírus só se multiplica nas células cancerosas, explicou o investigador ao “ Journal of the National Câncer Institute”.
Segundo os cientistas, o adenovirus modificado poderá ser importante na luta contra outros tipos de cancro, como os do colo do útero e o da prostata que são “ telomerase positivos “. Alem de ter descoberto o potencial terapêutico do vírus, a equipa cientifica também determinou o mecanismo pelo qual os adenovirus infectam e matam as células cancerosas, disse Kondo.
Nas experiências realizadas com adenovirus em roedores, os investigadores determinaram uma redução dos tumores em roedores de 200 milímetros cúbicos para uma media de 39 milímetros.
Por outro lado, os ratinhos com três injecções do potencial terapêutico do vírus tiveram uma sobrevivência media de 53 dias, enquanto que os que receberam um vírus de controle viveram em media 29 dias. Alem disso, dois dos ratinhos tratados com adenovirus modificado sobreviveram mais de 60 dias e não registaram tumores cerebrais detectáveis, segundo o estudo.
Rita Oliveira

sexta-feira, março 24, 2006

Galinhas com dentes ! !


Cientistas da Universidade de Manchester, nos Estados Unidos, fizeram um estudo em que é possível activar genes de galinhas para induzir ao crescimento de dentes.

O estudo foi possível depois que o bico de uma galinha mutante chamada Talpid, morta há 50 anos, foi reexaminado, e uma arcada dentária completa foi encontrada. "O que descobrimos foram dentes similares àqueles dos crocodilos. Não por acaso, porque as aves são os parentes vivos mais próximos do réptil".

Os pesquisadores queriam saber se a memória genética da ave - remontando há 80 milhões de anos, quando aves tinham dentes - poderia ser despertada. Então induziram o crescimento em galinhas normais, com sucesso.

Um dos pesquisadores, o professor Mark Ferguson, afirma que a pesquisa tem grandes alem de espelhar o pano complexo do processo da evolução, tambem é aplicado na regeneração de tecidos, incluindo a reposição de dentes perdidos em humanos.

texto com supressoes :http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI933216-EI296,00.html


Uma equipa de investigadores da Universidade de Oxford (Inglaterra) extraiu de uma alforreca um gene que produz uma proteína verde e utilizou-o para criar esperma dessa mesma cor nos testículos de um hamster.

Aqueles animais têm um esperma semelhante ao do homem, sendo um modelo ideal para estudar o desenvolvimento do sémen humano. E o verde florescente é visível no microscópico. Esta técnica torna-se possível a análise detalhada do funcionamento dos genes dos espermatozóides sob diferentes aspectos nomeadamente a função dos genes, que desempenham um papel importante na fertilização e que em caso de terem algum defeito podem ser causa de infertilidade.

Muitas células do corpo humano podem cultivar-se e modificar-se geneticamente em laboratório, mas no caso das células do esperma isso é impossível devido ao seu tamanho e curto tempo de vida que têm fora do corpo. Os cientistas querem estudar o mecanismo através do qual o espermatozóide que penetra num óvulo activa o seu desenvolvimento em embrião.


texto com alteraçoes: http://jn.sapo.pt/2005/09/25/sociedade/esperma_verde_para_estudar_funcao_ge.html

quinta-feira, março 16, 2006

Clonagem de embrioes humanos desnecessario...



Cientistas Norte-Americanos conseguiram obter novas células estaminais a partir de células normais da pele, nao sendo necessário produzir ovos ou embriões humanos para tratar cancro, Parkinson e outras doenças.

As células estaminais, ou células-tronco, têm a capacidade de se transformarem em células de qualquer tecido do corpo, oferecendo grande potencial em diversos tipos de tratamento. As células retiradas de embriões com alguns dias de formação são as consideradas mais versáteis. A equipa liderada pelos especialistas em células estaminais, sublinha num artigo, que acreditam ter descoberto um ponto de partida para desenvolver uma técnica que dispense no futuro a utilização de embriões humanos para a produção de células estaminais.

“Em jeito de conclusão, estes achados mostram que as células estaminais de embriões humanos têm a capacidade de reprogramar os cromossomas de células somáticas adultas, após a fusão das células”, explicam os cientistas.

O que os investigadores pretendem agora é perceber como reprogramar uma célula comum. A utilização de embriões humanos neste processo é apenas um passo intermédio de curto prazo, até que seja descoberto como fabricar estas células.

As potencialidades deste estudo são evidentes mas João Lavinha, investigador português afirma já haver “outras fontes para a obtenção de células estaminais que não implicam a clonagem, como sejam os embriões resultantes da reprodução medicamente assistida ou o cordão umbilical, material que geralmente é deitado fora”. No entanto, para este, as técnicas de transferência nuclear têm a resposta para uma série de situações. “Sabemos que quanto mais precocemente na evolução do organismo formos buscar as células estaminais, mais capacidade de diferenciação elas têm. A clonagem faz sentido porque tem as suas aplicações próprias.”·

Ao clonar embriões humanos, os cientistas obtêm células estaminais que podem ser usadas para produzir qualquer tecido do corpo, e utilizadas na cura de doenças diversas. A grande vantagem dos tecidos produzidos desta forma tomando como exemplo os transplantes é que as células levam o DNA do paciente, pelo que o tecido obtido não oferece o perigo de rejeição.

domingo, março 12, 2006

Viver mais!!

Pesquisas demonstraram que uma restrição da dieta pode retardar a velhice em 40% do tempo em moscas, vermes e ratos, que adaptam o organismo para deter o crescimento e o envelhecimento. Isso aconteceria em detrimento da capacidade reprodutiva.Os cientistas investigam agora tratamentos que podem retardar o processo de envelhecimento sem a necessidade de reduzir a ingestão de alimentos.

Uma experiência genética realizada nos Estados Unidos conseguiu fazer com que certos organismos vivessem seis vezes mais do que o normal. Isto abre caminho para a pesquisa de tratamentos que retardam o envelhecimento humano.De acordo com o diário, cientistas da Universidade do Sul da Califórnia, entre eles o gerontologista biomédico Valter Longo, manipularam o gene responsável pelo ritmo do envelhecimento dos seres vivos.A experiência foi feita em seres monocelulares, dos quais foram extraídos dois genes-chave, (o Sir2 e o SCH9). Este último é encarregado de transformar os nutrientes em energia.

Os cientistas forçaram as células a alcançar um estado "de extrema sobrevivência" ao negar-lhes acesso aos alimentos, explica o jornal.Em vez de crescer rapidamente e mostrar sinais de envelhecimento, os organismos ficaram mais fortes e consertaram defeitos genéticos que aparecem com a idade, frequentemente levando ao cancro.

"Com esta manipulação genética, obtém-se uma das maiores médias de tempo de vida já descritas", afirmou Longo. "Temos razões para acreditar que este efeito se reproduz em outros organismos. Agora faremos testes em células de ratos e humanos para ver se obtemos a mesma resposta. Não estamos longe de desenvolver fármacos capazes de colocar o ser humano em um estado de anti-envelhecimento. Isso não quer dizer que vamos viver seis vezes mais, mas poderemos desacelerar o dano genético que acumulamos com a idade, o que poderia nos proteger do cancro".

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u13977.shtml

Manipulação Genética Provoca Ternura e Fidelidade



Ajudados pela manipulação genética, investigadores conseguiram tornar ratos mais ternos e fiéis para com as fêmeas. É a primeira que se consegue mudar o comportamento complexo de uma espécie aplicando-se terapia genética.

"A experiência está relatada na revista "Journal of Neuroscience". Cientistas da Universidade Emory, usaram um vírus para inserir um gene específico na área do cérebro de roedores que é responsável por sensações de recompensa e habituação. Nos seres humanos, essa área tem as mesmas funções, o que torna este estudo duplamente interessante e preocupante.

O investigador Larry Young, que participou no estudo, disse estarem interessados em saber como é que o cérebro estabelece as relações sociais para poder descobrir porque é que, em algumas doenças, como o autismo, as pessoas perdem o interesse pelas outras.Um especialista da Universidade de Bristol, citado pelo site da revista Nature, resumiu o que se fica a pensar depois de conhecer esta experiência: "É extraordinário e quase assustador como se pode mudar o comportamento relativo à relação entre seres, mudando um único receptor no cérebro".

Cientistas norte-americanos criam vírus artificial



Trabalho dirigido por um investigador encabeçado nos projectos do Genoma Humano, criou um vírus artificial, a partir de genes sintéticos, idêntico a um vírus simples em estado natural que agride as bactérias, segundo estudos revelados hoje.(Os pesquisadores conseguiram reproduzir o vírus bacteriófago Phi-X174, em apenas 14 dias). “Esta técnica abre caminho para a manipulação genética de organismos ou vírus mais complexos, para combater certas doenças até agora incuráveis”, destacaram os cientistas.

http://www1.folha.uol.com.br

sábado, março 04, 2006

Algumas Preocupações dos Consumidores Face aos OGM´s

Alergias:

As reacções alérgicas aos alimentos são difíceis de predizer, mas podem colocar vidas em risco. Uma vez sensibilizadas, as pessoas podem ter reacções mais fortes às exposições subsequentes ao mesmo alergênio. “De acordo com um relatório da Organização Mundial de Saúde sobre Biotecnologia e Segurança Alimentar, em 1996, mais de 160 alimentos são associados a reacções alérgicas esporádicas, e as crianças correm mais riscos do que os adultos”. A engenharia genética pode introduzir alergênios desconhecidos nos alimentos. Todas as transferências de genes em produtos agrícolas resultam na produção de alguma proteína, e são estas proteínas que provocam as reacções alérgicas. A biotecnologia pode introduzir novas proteínas nos produtos agrícolas, não apenas de fontes conhecidas de alergênios comuns como chocolate e mariscos, mas de plantas de todos os tipos, animais, bactérias e vírus cujas reacções alérgicas são, em grande parte, desconhecidas.

Riscos Ambientais:

Num estudo realizado por pesquisadores na Universidade de Cornel nos Estados Unidos, o pólen do milho que, devido ao uso da engenharia genética, contém a toxina Bt (uma toxina de uma bactéria da terra que mata insectos nocivos) pode matar as larvas da borboleta Monarca. Essa recente descoberta acrescenta informações a outros estudos que sugerem efeitos adversos em insectos úteis, resultantes do uso de plantas criadas pela engenharia genética. Isso fez com que aumentassem as preocupações com o meio ambiente, no que se refere à engenharia genética. Os genes produzidos com o auxílio da engenharia genética podem também, acidentalmente, ter acesso às plantas que não são os seus alvos. Por exemplo, genes exterminadores podem chegar às plantas e fazer com que elas produzam sementes estéreis, o que resulta em uma perda significativa de alimentos e de diversidade. Da mesma forma, genes de plantas desenvolvidas para serem resistentes a herbicidas podem se cruzar com outras plantas, criando "super-ervas".

Considerações Éticas:

Algumas pessoas acham que os alimentos desenvolvidos pela engenharia genética são inaceitáveis por motivos éticos ou religiosos. Existem agricultores, ministros, vegetarianos e outros, de ambos os lados da linha divisória de opiniões a respeito dos alimentos desenvolvidos pela engenharia para conter genes de animais ou espécies proscritos por certas religiões. As informações apropriadas nos rótulos permitem que esses consumidores façam suas escolhas de acordo com a sua consciência sem impor sua opinião sobre as outras pessoas.

Os OGM´s aliviarão a fome o mundo

Se os OGM´s estivessem a ser desenvolvidos para ajudar a alimentar os que não têm comida, então deveriam estar a aparecer sementes com certos tipos de características: capacidade para crescer em solos pobres, com maior conteúdo proteico por hectare, sem necessidade de fertilizantes, pesticidas, regas ou maquinaria cara, com características que favoreçam as pequenas lavouras em detrimento dos latifúndios, baratas e próprias para alimentar pessoas em vez de animais. Aquilo que se verifica, a avaliar pelas variedades já patenteadas, é precisamente o oposto. A mais recente geração de sementes transgénicas requer solos de alta qualidade, grandes investimentos em maquinaria e químicos.

Questões Sociais/de Justiça Económica:
Muitos consumidores suspeitam das pessoas que controlam uma tecnologia que promete revolucionar a agricultura. A biotecnologia permite que a produção agrícola se torne mais verticalmente integrada, consolidada e centralizada, em grande parte no amplo poder de empresas multinacionais.
Para além das directivas e regulamentos comunitários relevantes, cada membro da União Europeia apresenta normas nacionais que transformam o mercado único numa autêntica manta de retalhos. A lista que se segue dá uma ideia clara de como os vários governos ainda estão à procura do futuro:
Áustria e Luxemburgo: proibiram a importação e venda de alguns OGM´s que já tinham recebido autorização comunitária;
Reino Unido: o governo e a indústria estabeleceram um acordo voluntário que proíbe a venda de OGM´s durante três anos a partir de 1999;
França: em 1998 impôs uma moratória de dois anos a alguns OGM´s e proibiu o cultivo de milho Bt;
Grécia: todos os pedidos de testes de campo de OGM´s têm sido rejeitados;
Dinamarca: impôs uma moratória de facto ao cultivo de OGM´s;
Portugal e Espanha: são os únicos países onde já se cultivam OGM´s comercialmente.

Outras preocupações

A imposição por parte dos governos de testes rigorosos aos OGMs, tal como os empregues pela indústria farmacêutica, ainda não aconteceu. Além da falta de vontade política existem limitações técnicas sérias: os testes convencionais de toxicologia não funcionam com comida visto frequentemente não ser possível fazer os animais comer o suficiente do OGM para detectar diferenças.

O director da Direcção Geral do Ambiente declarou recentemente que: “a grande miragem de fácil capitalização de grandes recursos financeiros das grandes multinacionais do sector está a conduzir depressa de mais esta matéria. Reconheceu ainda na mesma entrevista que “o consumidor, quando compra um OGM, tem de ter [...] uma indicação formal, na embalagem do produto, que está a consumir um OGM. O problema é que nada disto está a ter o destaque que merece.” A falta de rotulagem aludida constitui um desrespeito directo pelas normas nacionais e comunitárias.

A criação de um OGM envolve tipicamente milhares de tentativas até à obtenção da combinação certa, porque o transgene frequentemente se insere num local inesperado e cria um organismo que não tem as características desejadas (o resultado da inserção - tanto no transgene como nos genes do hospedeiro - depende consideravelmente do local exacto da inserção). O director da Naturemark, uma empresa americana de batatas transgénicas, reconhece: “Há ainda muito que não entendemos acerca da expressão de genes.” Por exemplo, as novas sequências que controlam a expressão de genes podem alterar o posicionamento dos nucleossomas ou o estilo de metilação do cromossoma hospedeiro a longas distâncias do seu local de inserção. As consequências podem ser tão imprevisíveis quanto difíceis de detectar, até porque a expressão genética depende largamente do ambiente em que a planta estiver inserida.

Consequências Imprevistas:
A tecnologia, por mais benéfica que seja, não está isenta de riscos. E como qualquer nova tecnologia, pode trazer consequências inesperadas. Assim a engenharia genética pode ter um efeito indesejável, como agravando o problema crescente da resistência aos antibióticos. A maior parte das plantas originárias da engenharia genética contêm um gene de resistência aos antibióticos como uma característica facilmente identificável. Hipoteticamente, os genes da resistência aos antibióticos podem sair de um produto agrícola e chegar até as bactérias no meio ambiente, em como as bactérias trocam rapidamente os genes da resistência aos antibióticos - podem se chegar às bactérias que causam doenças.

Segundo o Scientific Steering Committee on Antimicrobial Use da Comissão Europeia “não existem neste momento provas de que genes marcadores de resistência a antibióticos tenham sido transmitido de plantas geneticamente modificadas para microrganismos. No entanto os cientistas recomendam que os genes marcadores sejam removidos das plantas antes da comercialização sempre que isso seja possível. O uso de genes marcadores que possam conferir resistência contra antibióticos importantes para a prática clínica deve ser evitado em futuros desenvolvimentos de OGMs vegetais.”

Alem disso o trabalho de engenharia genética numa planta, para que essa tenha uma determinada característica, pode ter efeitos inesperados em cascata, para o ecossistema onde ela vive. A compreensão, por parte do consumidor, destes fenómenos, é o ponto fulcral da maior parte das preocupações com a biotecnologia.

Rita

(Texto baseado em diversas pesquisas)

Microchips lidos a velocidades crescentes


Cálculos feitos com base nos três mil milhões de letras contidas no genoma estabelecem que um laboratório levaria 300 mil anos para completar o trabalho, caso só decifrasse dez mil letras por ano.
Foi a automatização dos processos laboratoriais e da leitura dos resultados que permitiu desvendar o genoma humano, na sua sequência, em poucos anos e de forma mais rápida do que o antes programado.
Em 1987, entrou no mercado a primeira máquina de sequenciação. Desde então, o avanço tecnológico está a permitir sequenciar genes a um ritmo mais acelerado e de uma multiplicidade de seres vivos.
Além dos centros públicos de pesquisa, a indústria farmacêutica também se lançou na corrida para identificar genes associados a doenças, para as quais quer "desenhar" medicamentos. Algumas dessas empresas detêm poderosos computadores para a leitura e análise informatizada dos chips com amostras de ADN.
Um trabalho feito 24 sobre 24 horas, para o qual são por vezes alugadas centrais externas de computadores.

http://jn.sapo.pt

Genes determinam posição das vértebras


Investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) provaram que a posição das costelas e vértebras depende da actividade de alguns genes durante a formação do embrião. As vértebras cervicais, torácicas, lombares e sacrais têm uma determinada ordem no esqueleto e o que a determina são os genes Hox10, Hox11 e Gbx2, segundo um estudo feito por uma equipa de cientistas coordenada por Moises Mallo, do IGC.

A investigação permitiu também verificar que estes genes são responsáveis pela formação das costelas associadas às vértebras torácicas, bem como pelo seu número no embrião.As experiências, em que participou Marta Carapuço, aluna de doutoramento do grupo de Moises Mallo, permitiram detectar onde e quando actuam os genes com tal especialização.

Os investigadores, que procederam à manipulação genética em ratinhos, verificaram, por exemplo, que se manipulado o gene Gbx2, os embriões desenvolviam um par extra de costelas, ligadas a uma vértebra lombar, que se transformou em torácica.O trabalho é um contributo para
a compreensão de doenças humanas traduzidas em mal formações em torno da coluna vertebral.

http://jn.sapo.pt

Os Genes


“Os genes estão por toda parte na ciência, na cultura, no imaginário, na arte, na ficção. Prometem e ameaçam: acenam com a cura, com a longevidade, com a perenidade do prazer da vida; brandem, ao mesmo tempo, a perfeição, como uma clava doce e terrível de mesmice e desprazer com a existência.
À fascinação, com a busca dos determinismos biológicos de nossos comportamentos sociais opõe-se o medo da manipulação genética do código da vida. Entre as duas pontas a distância deve ser medida pelo alcance da nossa curiosidade e pelo limite do nosso alcance.

Ao sentido da vida, ao destino do homem, a poesia, a religião, a metafísica têm algo a dizer, mesmo que nisso que diga, nada se encontre da materialidade com que é investido o gene no seu protagonismo científico contemporâneo. Como diz François Jacob, “nenhuma ciência pode trazer respostas a tais perguntas”. O que não quer dizer que a ciência não deva continuar a perguntar, de forma sistemática, o que pode responder e o que está ao alcance dos limites do conhecimento científico, que estão longe de serem atingidos, como prova a grande revolução causada pelos estudos genéticos de Mendel há quase um século e meio atrás e os cenários “ilimitados e periódicos”, como a biblioteca de Babel, de Borges, que continuam a se descortinar para o conhecimento científico da vida e seus semelhantes.”

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Benefícios alegados

Os especialistas das técnicas genéticas actuais enumeram os benefícios que a tecnologia pode ter nas plantas comestíveis. Por exemplo, nas difíceis condições agrícolas dos países em desenvolvimento (também conhecidos como países subdesenvolvidos, ou do Terceiro Mundo). Dizem que, com modificações, as colheitas existentes poderiam prosperar sob as circunstâncias relativamente hostis, fornecendo maiores quantidades de alimento. A ideia do chamado arroz dourado também agrada os peritos, uma variedade geneticamente alterada do arroz, que contém níveis elevados de vitamina A. Existe a esperança que este arroz possa aliviar o défice de vitamina A no Mundo, que contribui para a morte de milhões de pessoas anualmente.
Os peritos afirmam ainda que as colheitas geneticamente projectadas não são significativamente diferentes daquelas modificadas pela Natureza ou pelos seres humanos no passado, e estas que, pela extensão, são tão seguras ou mesmo mais seguras do que o uso de tais métodos. Existe uma transferência de gene entre eucarióticos e procarióticos unicelulares. Até agora ainda não houve catástrofes genéticas resultantes disto.

Efeitos políticos e económicos

Muitos oponentes à engenharia genética actual acreditam que a ascensão do uso de OGM em grandes plantações causou uma poderosa inclinação em agricultura para companhias de biotecnologia, que ganham poder excessivo na produção de comida, e sobre os agricultores que usam os seus produtos também.
Pessoas a favor das técnicas correntes de engenharia genética acreditam que vai diminuir a necessidade de pesticidas e trouxe maior produtividade agrícola para muitos agricultores, incluindo até os dos países em desenvolvimento. Umas licenças de OGM permitem agricultores em países em desenvolvimento poupar sementes para a plantação do ano seguinte.
Em Abril de 2004, Hugo Chavez baniu totalmente o uso de sementes geneticamente modificadas na Venezuela. Em Janeiro de 2005, o governo da Hungria seguiu, e anunciou que bania a importação e plantação de sementes de milho geneticamente modificadas, apesar de terem sido autorizadas pela UE

http://pt.wikipedia.org

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Chanceler alemão defende pesquisa genética


O chanceler da Alemanha, Gerhard Schroeder, envolveu-se na polémica sobre a engenharia genética ao afirmar que o sector é fundamental para o futuro.
A opinião foi publicada pela revista "Der Spiegel" um dia depois de comentários cautelosos feitos pelo presidente da Alemanha, Johannes Rau.
Segundo Rau, a biotecnologia ameaça trazer de volta as lembranças dos assassinatos em massa e as experiências médicas feitas durante o período do nazismo.
Mas Schroeder disse que a indústria alemã já lidera o sector de biotecnologia – e que ela ajudará a garantir a prosperidade do país no futuro.
O chanceler alemão reconhece o que chamou de limites morais para as pesquisas no sector, mas afirmou que a criação de empregos também é uma obrigação moral.
"Existem limites claros para o futuro uso da engenharia genética. A dignidade humana não pode ser violada", disse Schroeder.
Schroeder também ressaltou que não tem planos de alterar a proibição de pesquisas com embriões humanos, actualmente em vigor no país.
O sector de biotecnologia na Alemanha cresceu 30% no ano passado e cientistas defendem sua utilização para o combate a doenças graves como leucemia e o Mal de Parkinson.